O amor, a paz e o perdão

Nesta lição iremos aprender sobre três princípios básicos que um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo deve observar: o amor, a paz e o perdão.

1) O amor (I Co 13).

Alguns dicionários definem o amor como a inclinação da alma e do coração. Sabemos que existem três (3) tipos de amor:

Amor Eros – É o amor carnal entre o homem e a mulher (Ct 8:6).
Amor Philos – É o amor fraterno e de pai pra filho (I Sm 20:17).
Amor Agape – É o amor de Deus para com o homem (I Jo 4:8).

Segundo o dicionário Aulete Digital, o amor é: (1) Sentimento que faz alguém querer o bem de outrem ou de alguma coisa; (2) Afeto profundo, devoção de uma pessoa a outra.

O amor é a maior característica da vida cristã (I Co 13:13). O cristão deve viver o amor em seu mais elevado grau, em nível de excelência, amando a Deus e ao próximo como Cristo nos amou. Quem não ama não conhece a Deus (I Jo 4:8).

Na Lei de Moisés, foi ensinado que deveríamos amar o próximo como a nós mesmos (Lv 19:18). Mas Jesus revogou esta lei com um novo mandamento sobre o amor: “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos amei” (Jo 13:34 / Mt 5:43-45) – Jesus elevou em muito o grau de dificuldade da lei do amor.

O amor nasce e emana do coração de Deus. Ter a Deus é ter a plenitude do amor em nosso coração. A maior prova de amor foi dada por Deus quando enviou o seu Filho Jesus a morrer por nós sendo nós ainda pecadores (Rm 5:8). Se quisermos entrar nos céus, temos que amar os nossos irmãos e até mesmo os nossos inimigos (Mt 5:43-48) e se você não consegue amar, peça ao Espírito de Deus que ele derrama o amor no teu coração (Rm 5:5).

Meditação: Jr 31:3 / Dt 7:7-8 / Jo 3:16 / Mt 22:37-39 / Jo 14:15 / Ef 5:2 / I Jo 3:16

2) A paz (Jo 14.27a)

A palavra paz vem do Latim “pace” que pode ser entendida como um estado de um país que não está em guerra; tranquilidade pública; cessação de hostilidades; serenidade de espírito; boa harmonia; sossego; conciliação; concórdia; união; silêncio.

A paz que Cristo dar incorpora todas estas expressões como também algo difícil ao entendimento humano que é a paz em meio à guerra. Quem tem a paz de Cristo, pode estar em meio a uma poderosa guerra, mas ele tem paz de espírito, paz interior. “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” (Jo 14:27).

A Bíblia nos ensina que Cristo é o “Príncipe da Paz” (Is 9:6) e que quando o aceitamos como nosso Senhor e Salvador, ele faz do nosso coração a sua morada (Jo 14:23). Se o Príncipe da Paz mora em nosso coração temos paz verdadeira e não é a paz que o mundo tem ou que pode oferecer. É uma paz que se manifesta 24 horas na nossa vida diária, quando lançamos sobre ele todas as nossas ansiedades e ele cuida de nós (I Pd 5:7). Podemos descansar em Deus, até mesmo nos momentos mais difíceis de nossas vidas, pois sabemos que ele está no controle (Sl 23:4). Na vida do crente as coisas acontecem somente de duas maneiras: ou Deus ordena ou Deus permite.

A preocupação não vem de Deus. Quando nos preocuparmos, estamos dizendo com as nossas ações ao Senhor que não acreditamos que ele vá operar o milagre, proteger ou suprir as nossas necessidades e isso entristece ao Espírito de Deus. O crente tem uma arma importante contra a ansiedade, a preocupação e a depressão que é a oração. Então vá orar irmão!

Aqui vão alguns exemplos de homens e mulheres que nos momentos mais difíceis de suas vidas resolveram confiar em Deus:

Daniel – O capítulo 2, mostra que Daniel corria risco de morte, se o impossível não acontecesse. Daniel não se apavorou, ele orou e Deus lhe deu vitória.

Noé (Gn 6 e 7) – Imagine quantas ofensas e piadas, Noé ouviu ao construir uma arca, sob a ordem de Deus, já que naquele tempo não chovia? Mas ele teve tranquilidade, teve paz interior para fazer o que Deus esperava dele.

O apóstolo João – Mesmo sendo torturado e jogado em uma ilha para morrer, conseguiu ter comunhão com o Criador, receber visões celestiais (O Apocalipse) e ainda escrever cartas as Igrejas da Ásia.

Muitas pessoas correm atrás das bênçãos de Jesus, quando o correto é correr atrás do Jesus das bênçãos. Se Jesus está conosco, então ele nos abastecerá da sua paz. “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” Sm 23:1.

3) O perdão (Mt 5.37-48)

Segundo o Dicionário de Almeida (DBA), o perdão é o “Abandono de ressentimento e de desejo de vingança em relação a um ofensor”. Para que o perdão seja completo, o ofensor deve confessar-se arrependido, dispondo-se a reparar a falta cometida. O resultado do perdão é o restabelecimento da amizade entre as partes. Deus perdoa os nossos pecados porque Jesus pagou por eles (Cl 1:14; 3:13). E Deus nos perdoa à medida que nós perdoamos os que nos ofendem (Mt 6:12,14-15)”.

Outrora, quando éramos o velho homem, vivíamos em uma vida de pecado que entristecia ao nosso Criador. Porem quando ele nos reconciliou, nos liberou o seu perdão (Hb 8:12), nos mostrando que da mesma forma em que Deus perdoou todas as nossas ofensas, devemos perdoar todas as ofensas contra nós.

O nosso coração é o templo, a morada do Altíssimo. Então não deve haver em nosso coração, tais coisas como o ódio (Pv 10:12), desejo de vingança (Dt 32:35) e/ou raiz de amargura (Hb 12:15).

Existem feridas que aos nossos olhos são incuráveis, mas maiores foram os nossos pecados para com Deus e ele nos perdoou, então libere o perdão em nome de Jesus. Lá no céu não haverá mágoas ou feridas não curadas. O Senhor enxugará dos nossos olhos toda a lágrima, não iremos passar uma eternidade remoendo o que passou. A salvação está condicionada ao perdão!

Em Mateus 18:21-22, Pedro pergunta a Jesus se deveria perdoar a seu irmão até sete vezes. Mas Jesus lhe corrige dizendo que deveria perdoar não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete (70×7=490). Isso quer dizer apenas uma coisa: que devemos perdoar “continuamente” sem se importar com a quantidade.

Reflita: Ap 21:1-8 / Fp 3:13-14 / Mt 18:21-35 / I Jo 2:9 / I Jo 3:10,14 e 18

Pr.Bezaleel

Pastor, teólogo e pai de família.