A Igreja

Introdução

Para Deus antes de Cristo vir ao mundo existia apenas dois tipos de povos: Israel e os gentios. Israel foi o povo escolhido para ser luz e levar o conhecimento de Deus para as nações. Os gentios é o conjunto de todas as nações do mundo, exceto Israel. Mas, Israel pecou, corrompeu o seu ministério e se foi atrás dos ídolos dos gentios. Então Cristo veio ao mundo e por ele nasceu um terceiro povo, chamado de Igreja, que é composta de todos aqueles que aceitam e reconhecem Cristo como Filho de Deus e Salvador do mundo, independente de serem oriundos dos gentios ou de Israel.

A Igreja é fruto do trabalho de Cristo, realizado na cruz do calvário e foi criada como luz para as nações que estão em trevas. Todos podem entrar para a Igreja, de todas as línguas, raças e nações. O próprio Senhor Jesus nos disse que este evangelho deveria ser pregado a todo o mundo e quem cresse e fosse batizado seria salvo, mas quem não cresse já estaria condenado (Mc 16.16 / Jo 3.18).

Os israelitas que aceitam a Jesus Cristo como seu Salvador (Messias), passam a integrar a Igreja do mesmo modo que um gentio. A Igreja é um povo separado das nações, não segundo a carne, mas segundo o Espírito.

A Igreja foi fundada com o propósito de anunciar o Evangelho de Salvação a todos e fazer a diferença. Foi lhe dada o poder e autoridade para operar sinais e maravilhas em nome de Jesus (Mc 16.15-18); foi lhe dada autoridade sobre os demônios; foi lhe dada autoridade sobre as enfermidades para que o nome de Jesus seja glorificado. Integrar a Igreja é integrar a um povo mais do que vencedor e que vai entrar nos céus pelas portas como vencedor.

A promessa do surgimento da Igreja

Quando o homem pecou, Deus em sua imensa sabedoria prometeu ao homem que nasceria um, que esmagaria a serpente e resgataria o homem para Deus. Portanto, a vinda do Salvador que compraria a muitos com o seu sangue já estava prevista desde o pecado do homem no Éden (Gn 3.14-15).

Deus também prometeu a um homem de fé, chamado Abraão que nele seriam benditas todas as famílias da terra. Todos que tem a fé que Abraão teve em Deus, recebem a Cristo, o seu Filho como seu Salvador e pela fé alcançam a salvação prometida. Esta aliança que Deus fez com o patriarca Abraão, é conhecida até hoje como a Aliança Abraâmica (Gn 12.3 / Gl 3.8).

O nascimento da Igreja

A Igreja nasceu no dia de Pentecostes, pois somente após o recebimento do Espírito Santo a Igreja recebeu ousadia e coragem para sair das cavernas e esconderijos para anunciar o evangelho publicamente a todos os povos e nações. Jesus semeou a Igreja, quando começou o seu ministério aqui na terra. Escolheu doze discípulos que foram os futuros líderes da Igreja (com a excessão de Judas) e durante três anos os treinou incessantemente. Porem a semente germinou no dia de Pentecostes, quando da chega do Consolador prometido.

A perseguição da Igreja

Os primeiros cristãos que viveram a primeira era da Igreja, conhecida por todos como a “Igreja primitiva”, encontraram muitas dificuldades para dar seguimento ao “ide” de Jesus Cristo. Milhares pagaram com a própria vida por tamanha ousadia e fé, exceto o apóstolo João (Ap 1.9), todos os demais discípulos de Jesus Cristo, foram martirizados em nome da fé e junto com eles milhares de outros irmãos.

Ao longo da história, a Igreja de Jesus Cristo foi implacavelmente perseguida por governos e pessoas inescrupulosas, as quais em algumas cidades conseguiram exterminar as Igrejas locais. A idade média é conhecida como o período negro da Igreja, pois acreditavam que não teria forças para prosseguir, mas ao final da idade média a Igreja ressurgiu com toda força em muitas partes do mundo.

Há relatos comprovados historicamente de milhares de cristãos sendo lançados nas arenas romanas para seremos mortos e estraçalhados por leões famintos e por gladiadores. Há relatos de perseguição implacável organizada e dirigida pela Igreja Católica com o tribunal da Inquisição e tantos outros que encontramos em livros registrados (Livros sobre a perseguição da Igreja, você encontra em livrarias evangélicas especializadas). O importante é que a Igreja sobreviveu a todos esses ataques do mal e cumpre fielmente o seu propósito.

O propósito da Igreja

A Bíblia diz que Jesus se manifestou ao mundo para desfazer as obras do diabo (1 Jo 3.8). E a Igreja recebeu de seu Senhor a mesma missão de se apresentar ao mundo, anunciar as boas novas de salvação a toda a criatura independente de cor, credo ou posição social e desfazer as obras do diabo (Mt 28.19 / Mc 16.15-18) . Cristo nos disse que faríamos obras maiores do que ele fez (Jo 14.12) e realmente ao longo da história temos visto Deus usar e levantar muitos servos seus com ousadia tremenda para impactar o mundo. Mas o objetivo principal é ganhar o maior numero de almas possíveis para o reino dos céus (Jo 3.16).

O caráter da Igreja

A Igreja tem o caráter de Cristo, justo correto e santo. As coisas do velho homem pereceram quando o fiel se encontrou com Jesus e agora é um novo homem nascido à imagem e a semelhança de Deus em caráter de pureza. Devemos andar como ele andou (1 Jo 2.6). Em retidão diante de Deus e dos homens, nos separando da corrupção e do pecado, sendo exemplo de boas maneiras para influenciarmos o mundo com o nosso viver (Sl 1). Jesus Cristo é o maior exemplo a ser seguido por todos (Mt 11.28-30 / Ef 4.3).

A esperança da Igreja

A maior esperança da Igreja é um dia poder encontrar-se com o seu Senhor no ares (I Ts 4.15-17) e ir morar nos céus, na nova cidade que o Senhor nos prometeu (Jo 14.1-3 / Ap 3.12 / 21.2). Lá não haverá sofrimento, tristeza ou dor, pois o Senhor enxugará de nossos olhos todas as lágrimas e seremos consolados de toda a dor aqui na terra (Ap 7.17 e 21.4).

A Igreja dos últimos dias

O Salmo 133, composto pelo rei Davi, é profético e nos mostra muito além do que normalmente podemos ver e entender numa leitura rápida. Ele contém uma revelação que conta à trajetória do nível espiritual da Igreja desde a sua fundação até os seus últimos dias. Revelação semelhante, também se encontra nas sete cartas do livro da revelação (Apocalipse).

a) O óleo precioso, descrito no verso 2, se refere à unção do Espírito Santo que foi derramada na Igreja desde a sua fundação

b) A cabeça de Arão representa os primeiros cristãos ou a Igreja primitiva. A unção que desceu sobre eles foi muito forte e em grande quantidade, resultando em grandes milagres em tão pouco tempo (At 2.43 / At 8.13 / At 19.11).

c) A unção que foi derramada na cabeça escorreu ao longo das vestes. Observe que a parte superior das vestes recebeu mais unção do que a parte inferior. Há um ditado popular entre os fiéis de que hoje Deus não opera mais como antigamente, porque os crentes também não oram mais como os antigos crentes. Resumo: mais oração, mais poder; menos oração, menos poder.

d) Pense, se a unção foi derramada na cabeça, escorreu pela barba, pelas vestes, qual foi então a quantidade que chegou à orla (bainha)? Muito pouco. Se você fizer uma experiência e derramar um copo de água na sua cabeça, irá entender o que aqui se descreve. Embora a unção hoje seja muito rara, ela ainda continua chegando aos corações daqueles crentes que buscam a face do Deus todo poderoso continuamente e através dos tais Deus continua operando. Porém, Deus prometeu um grande derramamento de unção para os últimos dias.

Hoje vivemos um tempo difícil, tempo de Filadélfia e de Laodicéia. Enquanto uns se arrastam para se manterem fiéis a Deus, outros se entregam as vaidades deste século e são dominados por ele. Acham que o material vale mais do que o espiritual, o ter mais importante que o ser (Ap 3.17-18). Lembre-se, não somos daqui, temos uma missão a cumprir e vamos cumpri-la em nome de Jesus (Hb 11.13 / Ap 2.7 / 2.17 / 3.21).

Pr.Bezaleel

Pastor, teólogo e pai de família.